Vinte e Zinco
Escrito para assinalar o 25º aniversário da Revolução dos Cravos, Vinte e Zinco é um romance breve que relata o quotidiano de uma família numa pequena cidade Moçambicana na véspera do 25 de Abril de 1974.
Tendo tido familiares próximos, como o meu pai, mãe, avós e tios, que viveram em Moçambique e tendo celebrado recentemente os 50 anos do 25 de Abril, foi uma obra que gerou bastante curiosidade.
A história entrelaça as vozes de colonizadores e colonizados, enquanto a notícia da revolução vai chegando devagar a um mundo ainda suspenso no tempo colonial.
O que torna o romance notável é a sua recusa em celebrar ou condenar, debatendo sempre a questão de pertença e identidade das suas diferentes personagens, no fundo eram todos prisioneiros de um regime distante.
A libertação não chega como triunfo, mas como perplexidade, com a ausência súbita das regras e ajustes de contas pessoais.